08 Set QUANTO MAIS CEDO SOUBER, MAIS PODE FAZER
QUANTO MAIS CEDO SOUBER, MAIS PODE FAZER:
O DIAGNÓSTICO DA DEMÊNCIA IMPORTA.
Viseu, 1 de setembro de 2026 — As Obras Sociais de Viseu associam-se, durante o mês de setembro, ao Mês Mundial do Alzheimer, iniciativa promovida pela Alzheimer’s Disease International (ADI), este ano dedicada à importância do diagnóstico atempado da demência.
Sob o lema “Quanto mais cedo souber, mais pode fazer: o diagnóstico da demência importa”, a campanha internacional pretende combater o desconhecimento, o estigma e a discriminação associados à demência e incentivar as pessoas que identificam alterações na memória ou outras mudanças persistentes a procurar aconselhamento junto de profissionais de saúde.
O diagnóstico precoce pode permitir o acesso a informação, cuidados, tratamentos e diferentes formas de apoio, contribuindo também para que a pessoa e a sua família possam compreender melhor a situação e planear o futuro. A própria Alzheimer’s Disease International salienta que um diagnóstico atempado pode contribuir para maximizar a qualidade de vida e facilitar o acesso a recursos e apoio.
A DEMÊNCIA NÃO É UMA CONSEQUÊNCIA NORMAL DO ENVELHECIMENTO
Apesar da crescente prevalência da demência, continuam a existir ideias erradas que dificultam o reconhecimento dos primeiros sinais e atrasam a procura de ajuda.
De acordo com os dados divulgados pela campanha, estima-se que 75% das pessoas que vivem atualmente com demência em todo o mundo não tenham recebido um diagnóstico formal, percentagem que pode atingir valores ainda superiores em alguns países de baixos e médios rendimentos. Ao mesmo tempo, prevê-se que o número de pessoas que vivem com demência continue a aumentar significativamente nas próximas décadas.
A demência não faz parte do envelhecimento normal. A persistência desta associação contribui para o silêncio, o estigma e o adiamento da procura de ajuda.
Para as Obras Sociais de Viseu, esta realidade reforça a necessidade de promover uma cultura de maior conhecimento, prevenção, diagnóstico, acompanhamento e inclusão.
“O diagnóstico não deve ser visto como uma sentença”
Para o Presidente das Obras Sociais de Viseu, José Carreira:
“O diagnóstico da demência não deve ser encarado como uma sentença, mas como uma oportunidade para compreender, planear e cuidar melhor. Ainda existe demasiado desconhecimento e estigma em torno da demência e muitas pessoas adiam a procura de ajuda porque consideram que determinadas alterações fazem simplesmente parte do envelhecimento. Não podemos aceitar esta realidade.”
Acrescenta:
“Precisamos de uma sociedade onde falar de demência seja tão natural como falar de qualquer outra condição de saúde; onde as pessoas sejam ouvidas e respeitadas; e onde o diagnóstico seja o início de um percurso de acompanhamento e não o fim da esperança.”
O Presidente das Obras Sociais de Viseu sublinha ainda que:
“Nas Obras Sociais de Viseu acreditamos que cuidar é muito mais do que responder à doença. É preservar a dignidade, a autonomia, a participação e a qualidade de vida de cada pessoa. Quanto mais cedo soubermos, mais cedo podemos cuidar melhor.”
RECONHECER OS SINAIS E PROCURAR AJUDA
A campanha internacional incentiva as pessoas a estarem atentas aos sinais de alerta da demência, incluindo alterações persistentes da memória, dificuldades na realização de tarefas habituais, problemas de linguagem e outras mudanças nas capacidades cognitivas.
Perante preocupações relacionadas com a memória ou com alterações no comportamento e funcionamento habitual de alguém próximo, a recomendação é procurar aconselhamento profissional e iniciar um processo adequado de avaliação.
O diagnóstico pode também ajudar a excluir outras situações de saúde que podem provocar alterações cognitivas e que podem ser tratáveis.
CUIDAR DA PESSOA E NÃO APENAS DA DOENÇA
As Obras Sociais de Viseu defendem uma abordagem centrada na pessoa, na sua história de vida, na sua autonomia e na sua relação com a família e a comunidade.
O diagnóstico deve, por isso, constituir o início de um percurso de acompanhamento e não uma redução da pessoa à sua doença.
Para além dos cuidados médicos e dos tratamentos disponíveis, são fundamentais o apoio social, a reabilitação, as atividades de participação e inclusão, a adaptação dos ambientes e o apoio às pessoas cuidadoras. O objetivo deve ser permitir que as pessoas que vivem com demência mantenham, tanto quanto possível, a sua autonomia e qualidade de vida.
UM COMPROMISSO COM VISEU E COM UMA COMUNIDADE MAIS CUIDADORA
Ao associar-se ao Mês Mundial do Alzheimer, as Obras Sociais de Viseu pretendem contribuir para uma comunidade mais informada, mais inclusiva e mais preparada para responder aos desafios associados às demências.
A organização considera essencial que a resposta à demência envolva não apenas os serviços de saúde e as instituições sociais, mas também as famílias, os cuidadores, as comunidades e as próprias pessoas que vivem com demência.
“Combater o estigma começa por falar. Procurar respostas começa por reconhecer os sinais. E cuidar melhor começa por colocar a pessoa no centro”, afirma o Presidente das Obras Sociais de Viseu.
Neste mês de setembro, a mensagem das Obras Sociais de Viseu é clara:
Quanto mais cedo soubermos, mais podemos fazer.
O diagnóstico da demência importa.
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