O DESENHO ESFUMADO

O DESENHO ESFUMADO

A memória pode ir perdendo os contornos, devagar, quase impercetivelmente.
É esta a imagem que Lénia Rufino nos oferece em “O desenho esfumado”: as recordações tornam-se menos nítidas, as sombras confundem-se e algumas referências começam a ser mais difíceis de alcançar.
A força desta metáfora ajuda-nos a aproximar da experiência da demência. Recorda-nos também algo essencial, mesmo quando a memória se altera, a pessoa permanece. Permanece a sua história, a sua dignidade, os seus afetos e o direito a ser escutada, acompanhada e respeitada.
Ao longo do Mês Mundial da Doença de Alzheimer, continuamos a divulgar este texto e a chamar a atenção para a “demência de início precoce”, uma realidade que pode surgir antes dos 65 anos e que permanece pouco reconhecida.
Texto de Lénia Rufino, publicado originalmente na Revista Visão e republicado pelas Obras Sociais Viseu coma devida autorização.
-Quanto mais cedo souber, mais pode fazer.-